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Os prédios públicos e antigos estão em risco, descubra por que!

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Os prédios públicos e antigos estão em risco, descubra por que!  

Não raramente, os incêndios de prédios antigos estampam as manchetes dos jornais e noticiários de todo o país. Casos famosos como o do Edifício Joelma (1974) que deixou dezenas de mortos e do Edifício Wilton Paes de Almeida (2018), que pegou fogo após sessenta anos de construção, são exemplos reais deste tipo de tragédia.

De acordo com técnicos do Corpo de Bombeiros, os prédios com mais de 30 anos de edificação são mais vulneráveis ao fogo. Isto porque durante a construção destes edifícios não existiam as leis atuais nem os parâmetros modernos de prevenção e combate a incêndios. Medidas como instalação de portas corta-fogo, alarme central e sistemas de controle de fumaça só passaram a ser exigidas a partir de 1975, por isso, qualquer prédio construído antes disso não possui a devida segurança contra incêndios.

Para mudar esta realidade, a única solução é investir na reforma destes edifícios conforme as diretrizes do Corpo de Bombeiros. De modo geral, o síndico do prédio é quem fica responsável por regularizar as estruturas da construção, criando um plano de segurança completo com o auxílio de um engenheiro especializado. Reparos, adaptações e instalações de equipamentos serão necessários para garantir a obtenção do Certificado de Aprovação – documento que comprova a seguridade contra incêndios.

Indo além da reforma estrutural

Para assegurar a máxima proteção contra incêndios, é importante investir não apenas na reforma estrutural do edifício, mas também na adoção de tecnologias inteligentes que conseguem detectar a presença de chamas e facilitar a evacuação da área.

Por exemplo, os sistemas compostos por sensores autônomos de calor e fumaça enviam informações para uma central de processamento, definida como “quadro geral de detecção e alarme de incêndio”. A partir daí, a central dispara os avisos sonoros e aciona equipamentos de combate como sprinklers (chuveiros automáticos), cortina d´água e sistemas de espumas anti-fogo.

Além das tecnologias de proteção e combate, é possível instalar sistemas de prevenção que detectam superaquecimento de fios elétricos, vazamento de gás, entre outros fatores que possam desencadear explosões e princípio de fogo.

A importância dos sistemas de proteção contra incêndio

Um sistema avançado de proteção contra incêndio consegue minimizar o risco à vida, além de evitar perdas patrimoniais. O risco à vida deve ser entendido como a exposição à fumaça e ao calor do fogo, bem como ao desabamento de estruturas construtivas – as três principais causas de óbito em acidentes incendiários.

Conforme indicam especialistas, a inalação de fumaça tóxica em um incêndio pode levar à morte por asfixia em apenas 10 minutos. Assim, os sistemas de segurança têm a função de facilitar a desocupação do ambiente em chamas, garantindo que os indivíduos saiam salvos da situação e que a equipe de combate possa atuar rapidamente.

Ademais, os sistemas dotados de sprinklers conseguem controlar os focos do incêndio em seu estágio inicial, impedindo a propagação do fogo e a ocorrência de grandes danos aos bens materiais e à estrutura do edifício (perda patrimonial).

É pertinente ressaltar, porém, que a eficiência dos dispositivos de detecção, alarme e combate a incêndios depende exclusivamente de uma instalação adequada e responsável.  Por isso, é imprescindível contratar uma empresa renomada, que trabalhe com equipamentos certificados e profissionais capacitados para executar o projeto de acordo com as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros.

Leis Kiss e os sistemas de Controle de Fumaça

Todos se lembram da tragédia ocorrida na Boate Kiss, que foi tomada pelo fogo em janeiro de 2013, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Mais de 200 jovens morreram como consequência da inalação de gases tóxicos, que não puderam ser contidos devido à ausência de sistemas de controle de fumaça.

Em decorrência do incêndio catastrófico na Boate Kiss, o governo federal sancionou a “Lei Kiss”, que determina uma série de normas de prevenção e combate a incêndio em edificações comerciais.  Para fazer valer a nova legislação, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elaborou uma norma específica para controle de fumaça, cujo objetivo é estabelecer as diretrizes técnicas para manter os ambientes das edificações mais seguros com rotas de escape e vias de acesso livres de fumaça em caso de incêndio.

A norma se embasa em parâmetros europeus e norte-americanos que orientam a implementação de sistemas extratores de fumaça e suprimentos de ar. O objetivo é reduzir os riscos de inalação de gases tóxicos pelos ocupantes do edifício e proporcionar maior visibilidade para brigadistas e bombeiros que estejam combatendo o incêndio.

Outras medidas de segurança conta incêndio

Além da reforma e instalação de sistemas tecnológicos, os edifícios antigos precisam ter suas saídas de emergência sinalizadas com placas fluorescentes e luzes que sejam resistentes ao fogo.  Também é obrigatória a realização de uma vistoria profissional a cada 5 anos, de modo a averiguar o estado de conservação da edificação e detectar eventuais problemas em estruturas críticas como a rede elétrica e canalização de gás.

O Corpo de Bombeiros também incentiva a realização de simulações contra incêndio em edifícios de grande porte, visando treinar os ocupantes para reagir corretamente em situações de fogo iminente.  Vale ressaltar ainda a importância das medidas comportamentais de prevenção como não consumir cigarros em áreas inapropriadas; não acender velas sem necessidade; não sobrecarregar tomadas com aparelhos “T” ou extensões; e não manipular produtos inflamáveis em locais onde haja fonte de calor. Em caso de dúvidas, entre em contato com o Corpo de Bombeiros da sua cidade.

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Infográfico sobre 5 prédios super inteligentes!

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